10622952_10203331880435231_1486632374384850879_n

Para alguns, bons livros são aqueles que nos divertem, enternecem, fazem-nos escapar da realidade que é opressora, aquela que incomoda, dilacera… Estes são deliciosos e divertidos, concordo plenamente, mas tenho certa atração nada secreta por outro tipo de obras, por muita gente considerada perigosa… Por quê? Apenas pelo fato de que existem livros que nos fazem pensar. Obras nas quais nos identificamos não apenas com as sinopses, mas pela jornada dos seus autores.

Meu envolvimento com Mulheres que não sabem chorar (Literata, 170 páginas) foi além de conhecer Lilian Farias e os seus textos que mexem com nossas emoções. A conheci há anos, quando ela passou a ser a revisora do Literatura de Cabeça e, juntos, conseguimos chegar longe, cada um a sua maneira. (Acreditam que nos falamos tanto que nem sei como nos conhecemos? Rs). Quando me falou da ideia desse livro, apoiei e torci por ela. Afinal, quem tem a coragem e ousadia de falar sobre o amor entre duas mulheres maduras, imersa a tantos preconceitos e opressão do sistema? Quem possui a coragem de impor sua veia poética e criativa, como ela fez, diante do mundo, logo em seu segundo livro publicado?

Ela fez, e foi do céu ao inferno por isso. Vou contar o motivo, que pouca gente sabe… A editora que ia publicar originalmente o livro, ao receber o original, empolgou-se em quebrar paradigmas. Depois leu, pensou e repensou, por medo de represálias e a fez cortar o texto – pasmem! – pela metade! Como assim?! Pois é, minha gente. E para piorar, infelizmente, quando a bomba explodiu, represálias vindo das Igrejas e homofóbicos em geral – o que eles fizeram? Desistiram de publicar o livro…

Mas quem disse que ela se deixou abater? Lógico que participei de todas as etapas do processo e ajudei no que deu. Inclusive apresentando-a a Eduardo, da Literata, que não hesitou em abraçar a causa… Mas isso tudo dava outro livro, né?

Ok, Danilo, mas do que fala o livro?

Acesse a resenha completa

Deixe uma resposta