Em busca de consciência

No momento em que precisamos de datas para lembrarmos que consciência e igualdade são fundamentais, assumo que, às vezes, eu temo pelos rumos que a humanidade trilha. Chegamos ao ponto em que é mais cômodo fugirmos de nós mesmos do que apenas SERMOS diversos, verdadeiros, quebrando padrões e criando os nossos. Por medo de sermos a minoria, destruímos espelhos e muitas vezes deixamos que o mundo, que nos envolve, deturpe nossos reflexos, com parâmetros nonsense, subterfúgios de realidade. Onde foram parar os momentos que tocávamos os outros, cruzávamos olhares e víamos que não estávamos sós? Será que em algum momento o imperfeito tornava tudo tão fabuloso?

 

Hoje, espera-se que nos escondamos em programas de vidas assistidas, diante de telas de vidro onde construímos imagens embaçadas do que queremos ser. O diferente nos enche de temor, medo, pré-conceitos arraigados que na verdade foram impostos pelos que nos rodeiam. Aquilo que nos aterroriza, nos faz ter medo, é também o que nos fascina… Aquilo que mais queremos destruir é o que mais nos encanta.

 

Em vez disso, seguimos o esperado, compartilhando mensagens que não nos refletem. Mas fazemos aquilo que se espera de nós, engrenagens lubrificadas dessa sociedade, focados em tarefas corriqueiras que nos sugam e fazem as horas voar entre os dedos. Seguimos modas, não analisamos.

 

Paro, penso e reflito. Vivo, logo escrevo.

 

Tento ao máximo fugir dos padrões, do esperado. Adoro ser a minoria, sabia? Sou apaixonado pela vida e pelas pessoas, não importa se suas peles são claras, pálidas como neve no amanhecer ou negras, reluzentes e quentes, como chocolate prometendo sabores novos. Aprecio aquilo que suas mentes têm a me oferecer, este quesito resiste mais ao tempo, obrigado!

 

Estou acima do peso, gaguejo quando fico nervoso, não sigo padrões de estética ou beleza… Podem me colocar à parte, não ligo. Sabe porquê? A humanidade e sua massa convulsa é melhor se vista à distância. Como uma obra de arte que suas proporções são maiores que o meu campo de visão, posso, por fim, com amplitude, me inspirar sempre a criar algo melhor, em meus textos e devaneios.

Minha visão de mundo é bem melhor que a sua, que vive imerso na mesmice da massa.

 

Enquanto isso, faça parte da maioria, se tiver medo da vida. Deixe que o tempo escoa sem novidades e o “Parece que foi ontem” irá tornar-se uma frase clichê dos tempos atuais. Perca-se entre os tempos e as pessoas, que insistem em apenas se esbarrar, pela necessidade do toque e pela brevidade da ação. Afinal, para que vínculos reais?

 

Mas, se ainda existir um agente de mudança em você, siga-me! Vamos começar a abrir os olhos e vivenciar o mundo. Tanta coisa para dividirmos e ficar maravilhados. Não ocupe apenas um lugar na plateia. Vivencie. Ou prefere se afundar na rotina para não se cansar de sua velha e desgastada imagem?

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