Feminices

Há uma música que diz que nós, mesmo sendo tão espertos, pertos de uma mulher, somos só garotos tolos.

E sou obrigado a concordar. O mistério feminino que nos envolve não são nossas tentativas de decifrar essa química insana e secreta que faz o universo feminino funcionar. Nem ao menos como os homens (pelo menos a maioria deles) fica estático, suspenso no ar, ao vê-la passar com toda sua beleza contagiando por onde passa.

O que a mulher tem de especial e sempre irá nos deixar para trás é a simplicidade de ser o que é todo o tempo.  Guerreira e frágil, virtuosa e decadente, mansidão e tempestade. Sabe lidar com a intensidade de suas próprias emoções como ninguém, da maneira que deseja. Não tenta dar explicações ou procurar porquês, aceita e segue em frente.

Ao contrário dos homens, que desenvolvem diariamente o papel deles mesmos, a mulher é dona de uma multiplicidade intelectual que nos aproxima delas, mas também nos enche de medo. Muda de reações, atitudes e posturas em um piscar de olhos, onde ficamos tentando imaginar “qual foi a bendita hora que ela mudou?”. É mãe, mulher, amante, amiga, mestra, chefe, até mesmo presidenta. Isso porque o homem, em seus arraigados conceitos machistas, demorou para ver que ela podia e conseguia.

Tudo isso com medo de que elas conquistassem o mundo.

Mas, meus queridos, preciso te informar uma coisa: elas sempre dominaram. Sabe com quê? Com gestos suaves, serenos, sorrisos e amores. Até seu corpo, ao contrário da bruteza do corpo masculino, é mais suave, contornável, disponível para acolher esse bicho teimoso que somos.

Não são elas que, quando nascemos, abrem o peito e nos alimentam com seu próprio amor?

Pois é, não há como negar. As mulheres são especiais. E quando elas passam, mesmo quem não as deseja e as olha com ares famintos, como é o meu caso, fica admirando com respeito aquele ser gigante, que parece tão frágil, mas é capaz de abraçar o mundo.

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